SEMINARISTA

Blog do ALTAIR DE ALMEIDA COSTA (Tachinha) - Aqui você vai encontar notícias sobre o ENFRADES - Encontro Franciscano de Ex-seminaristas, de Santos Dumont, e de vários outros grupos de ex-seminaristas; da Sociedade Cultural Padre Nereu de Castro Teixeira e do Coral Gregoriano de Belo Horizonte: www.gregoriano.org.br





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quarta-feira, abril 30, 2003

 
TEXTOS DO PAULO AUGUSTO - Transcrevo abaixo os dois últimos textos enviados pelo Paulo Augusto (Debanda - 56/58):

DE SAPOS, DE ÁGUIAS E DE MUDANÇAS

Por Paulo Botelho

Uma conhecida e cruel experiência no campo da biologia prova que um sapo, colocado numa panela com água da sua lagoa, levada ao fogo, fica imóvel durante todo o tempo em que o líquido se aquece até ferver. Ele não reage ao gradual aumento da temperatura e morre cozido. Já um sapo jogado numa panela com água fervente salta imediatamente para fora, meio chamuscado, porém vivo!
Alguns empresários e dirigentes agem como sapos fervidos. Não percebem as mudanças no ambiente dos negócios e acham que está tudo bem, que tudo vai passar e que é só uma questão de tempo. E quebram ou fazem um grande estrago em suas empresas morrendo como o sapo da lagoa da água fervida!
A metáfora acima pressupõe a necessidade de linguagem adequada para o entendimento nos relacionamentos interpessoais nas empresas. "Falar a mesma língua" na empresa não significa exatamente que há entendimento. Há em cada ser humano um universo de crenças, idéias e percepções diversas, do qual depende o sentido que as palavras adquirem. Quanto mais sintonia melhor a comunicação.
Uma empresa pode ser vista como um pacto entre todos que dela fazem parte. Ou, apenas um lugar onde as pessoas aplicam o seu tempo em troca de um salário. O primeiro caso pressupõe o conhecimento e a aceitação por todos de princípios e compromissos que geram a participação. No segundo, valem apenas as regras momentâneas do jogo, sob intensa supervisão.
Da espécie das aves, ela é quem possui a maior longevidade, pois chega a viver setenta anos. Mas, para chegar a essa idade, a águia, aos quarenta já está com as unhas compridas e flexíveis - e não consegue mais apanhar suas presas para poder se alimentar. O bico alongado e ponteagudo fica curvado. Apontadas contra o peito estão as asas envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas. Voar, portanto, fica dificílimo. E, nessas circunstâncias, a águia tem duas alternativas: morrer ou enfrentar um doloroso processo de renovação que chega a durar quase seis meses. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher num ninho próximo a um paredão onde não necessita voar. Após encontrar esse lugar, ela começa a bater com o bico numa das faces do paredão até conseguir arrancá-lo. Depois de arrancar o bico, espera nascer um novo bico, com o qual vai arrancar as unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E, só após cinco meses, a águia sai para o vôo da renovação que possibilitará a ela viver mais trinta anos.
Jacques Cousteau, o grande oceanógrafo francês, autor de observações sobre o comportamento e da vida de inúmeras espécies, como esta das águias, dizia que em nossa vida, muitas vezes temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação; e que para um vôo de renovação, precisamos nos desprender de certas lembranças, de certas mágoas, de certos costumes, hábitos e outras tantas coisas que nos causam dor.
Hannah Arendt, filósofa alemã, autora de "A Condição Humana" dizia que "é no esforço pelo entendimento de si mesmo que o ser humano passa a entender melhor os seus semelhantes".
Exercitar o entendimento com a colaboração efetiva das pessoas-chave da empresa constitui um caminho seguro para debater questões como estratégia empresarial, o que é realmente o negócio da empresa, seus produtos/serviços, sua missão e a visão de futuro mais desejável para a organização. A partir daí, é preciso levantar os pontos fortes e os pontos fracos tendo em vista a realização de um planejamento estratégico competente. É claro que todo esse esforço só tem um sentido: a satisfação total do cliente. É para ele que você trabalha. É ele quem paga as suas contas no final do mês!
Paulo Augusto de Podestá Botelho é Professor Universitário e Consultor de Empresas para Programas de Engenharia da Qualidade, Antropologia Empresarial e Gestão Ambiental. www.paulobotelho.com.br



DE ESPINHOS, DO MUNDO E DAS ROSAS

Por Paulo Botelho

"Mude ou se mude" diz minha mulher, com o dedo em riste, toda vez que resisto à mudança!
Toda mudança assusta e assombra. Mudos, falantes, esfuziantes, estressantes, nos mudamos como quem salta. E, no ar, antes de mergulhar sofremos na pele a estocada do tempo. "Mudar é descobrir a embriaguez do tempo e da morte" diz Sartre. Nós mortais mudamos, isto é: passamos e morremos. "Tua alma, tua palma" já repetia Maria de Luna Botelho, minha avó, uma mulher erudita e enfezada, que nunca podia ser contrariada!
O tempo é um coágulo de eternidade lançado fora, folha arrancada da imensa árvore da vida, cujo verdor nunca cessa. Essa folha, trespassada de morte, rodopia e se expande, saudosa do ilimitado. Teilhard de Chardin costumava catar pedras no chão, durante suas expedições paleontológicas. E ficava horas e horas olhando-as, pegando-as, vivendo a experiência indizível de ganhar o próprio tato, e os próprios dedos, através da dura consistência da pedra.
Gertrude Stein, a notável escritora americana, que já citei em outro artigo, disse certa vez: "Uma rosa é uma rosa é uma rosa!" A beleza desse conceito é tão grande que resistiu à sua florida - e folhuda - divulgação, pelos quatro cantos do mundo. Ainda se pode dizer, com espanto e admiração que uma rosa é uma rosa é uma rosa. Mas, no frigir dos ovos, por que uma rosa é uma rosa é uma rosa? É porque é um conceito tautológico. E a tautologia aborrece ao espírito cintífico; mas não à poesia. As metáforas são tautológicas uma vez que recriam uma coisa através de outras, que a repetem - e ilustram. Se Gertrude Stein tivesse dito que a rosa é a flor de um arbusto chamado roseira, exprimiria aí um enunciado em si mesmo, pertinente e consistente, embora árido e despojado de rosas. Por isso é que uma rosa é uma rosa é uma rosa! Para que ocorra o nosso encontro com a rosa, precisamos fechar todos os livros, desistir de todos os discursos, abrir mão de todas as mãos - e contramãos! "O real é o impossível', dizia Lacan. É preciso, contudo, ousar o impossível, para que seja redescoberta a dignidade do cosmo, do universo, do mundo.
O mundo é o corpo de Deus; a formidável "ração de divindade" de que fala Santo Agostinho em sua Summa Theologica. Deus habita o coração da matéria. O materialismo não significa empobrecimento de nossa visão de mundo. Se a matéria é eterna - e existe sempre - ela é divina, tanto quanto é um Deus responsável por sua criação. "Somos sempre mais do que sabemos" ensina Hegel. A representação do mundo é infinitamente mais pobre do que o concreto de sua presença real, em cujo chão nos enraizamos, para existir e coexistir. Ao virar a dialética de Hegel de cabeça para baixo, Marx prestou um serviço inestimável ao conceito do absoluto, portanto da idéia de Deus. Chegamos a Deus pelo nosso espanto diante da grandeza do mundo. Deus tem a ver com as nossa boca aberta - abestalhada - diante do mistério de uma rosa!
Paulo Augusto de Podestá Botelho é Professor Universitário e Consultor de Empresas para Programas de Engenharia da Qualidade, Antropologia Empresarial e Gestão Ambiental. www.paulobotelho.com.br


posted by Blog do Tachinha at 6:34 PM

terça-feira, abril 29, 2003

 
ANIVERSÁRIO DO HARÍOLO - Hoje, dia 29, terça-feira, é aniversário do Haríolo Araújo (1984). O Haríolo está trabalhando na embaixada do Brasil em Roma. Haríolo, enviamos a você o nosso abraço pelo seu aniversário e os votos de muitos anos de vida com saúde, paz, alegria, felicitá, amore, dinheiro, juízo e tudo de bom. Que Deus seja sempre a luz a iluminar o seu caminho. Parabéns! A cerveja fica para quando você vier de férias a Belo Horizonte.



posted by Blog do Tachinha at 8:13 PM

 
PORTINHA DO TACHINHA FORA DO AR - Por uns dias, inclusive agora, dia 29/04, às 00:06, a Portinha do Tachinha esteve fora do ar por problemas de transferência da empresa ou provedor onde ela está hospedada. Espero que o problema se resolva logo para ela voltar ao ar.

FALECIMENTO - Com pesar ficamos sabendo por intermédio da Ana Mota, filha do Prof. Mota (Dom Justino - 47/53, já falecido), do falecimento do Ary Rodrigues Ferreira (Butua - 43/44). O Butua era de Santos Dumont, onde tinha um bar, e sempre comparecia aos nossos encontros para participar da missa no domingo e dar a sua contribuição para as despesas. Butua, a nossa saudade e que, junto de Deus, esteja sempre presente entre nós. Apresentamos à família do querido Butua o nosso sentimento de pesar e que Deus conforte a todos pela irreparável perda.



posted by Blog do Tachinha at 12:28 AM

 

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