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Blog do ALTAIR DE ALMEIDA COSTA (Tachinha) - Aqui você vai encontar notícias sobre o ENFRADES - Encontro Franciscano de Ex-seminaristas, de Santos Dumont, e de vários outros grupos de ex-seminaristas; da Sociedade Cultural Padre Nereu de Castro Teixeira e do Coral Gregoriano de Belo Horizonte: www.gregoriano.org.br
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sábado, dezembro 04, 2004
CONSOLO PARA OS ATLETICANOS: Envio abaixo um e-mail que recebi do Márcio Américo (Gerwázio) e que serve de consolo para os atleticanos ao disputar a segundona no próximo ano.
Subject: A Segundona nãoétão ruim assim!!!
Devido a periclitante situação do ex-Glorioso, analisei profundamente a Segunda Divisão e cheguei a conclusão de que nem tudo está perdido. Teremos inúmeras vantagens ano que vem, tanto no campo financeiro, quanto nos campos futebolísticos e de entretenimento, como vocês poderão ver a seguir nesse esforço de pesquisa realizado durante a partida de sábado, onde nosso amado e horroroso Clube Atlético Mineiro conseguiu a proeza de perder para um time com menos 1 desde o primeiro tempo. Confiram. Afinal, já que o estupro é inevitavel, relaxe e goze!:
1 - Ingresso mais barato > Na segundona não há a obrigatoriedade de se cobrar o mínimo de 15 reais pelo ingresso mais barato. Ou seja, vamos economizar muito!
2 - Pay Per View tambem mais barato > O pacote da NET pelo pay per view da Segundona é infinitamente menor do que o da 1ª. Mais economia.
3 - Transmissão de jogos pela Sportv. Quem não tiver Pay Per View pode ficar tranqüilo. A Sportv transmite vários jogos da segundona e como seremos um dos times grandes no inferno, só vai ter jogo do Galo e do Grêmio na Sportv.
4 - Adeus asas negras. Na segundona não teremos mais o desprazer de jogar contra times nojentos, FDP, e desgraçados, que só tem um objetivo na vida: Ganhar do Galo. Por isso, adeus Criciúma, Ponte Preta, Goiás, São Caetano e Paysandu. E o melhor, o Braziliense tá subindo gente!!!!
5 - Novo Hino. Se vc já estava cansado de cantar uma série de inverdades contidas no atual e desatualizado hino do Galo, como "Vencer, vencer, vencer, esse é o nosso ideal" ou "Lutar, lutar, lutar, com toda nossa raça pra vencer", e ainda, "Somos o orgulho do esporte nacional", seus problemas se acabaram-se. Com a queda, o hino será adaptado para nossa realidade e nele constarão versos mais condizentes com nossa confortável situação, tipo: "Perder, perder, perder, esse é o nosso ideal", ou "Borrar, borrar, borrar, com toda nossas babas pra perder" e a pérola "Nós fomos campeões um dia, o nosso time é imoral"
6 - Perdidos > Essa é a melhor vantagem, principalmente para os Camisolas! Os jogos da Segundona são realizados na sexta à noite e na segunda à noite. E podem se transformar em ótimos álibis para quem quer dar uma escapada no final de semana e cair na esbórnia com a turma: "Amor, to indo pro campo do Pitangui com a galera ver o jogo do Galo contra o CSA!!! não me espere acordada viu! Te amo!"
7 - Camisas oficiais mais baratas. Com a queda pra segundona e a entrada da POKER como fornecedora de material esportivo, a camisa oficial do Galo vai cair pela metade do preço. E ainda há a possibilidade de arrumarmos o patrocínio do Bar do Salomão estampando o peito de nossos valorosos craques!! Sem esquecer que quado conquistarmos o Brasileirão da Segundona, vamos colocar mais uma estrela em cima do scudo: Vermelha..de vergonha!
8 - Galvão Bueno nunca mais! Imagine ter o prazer de assistir um jogo sem a narração no Galvão? Pois na segundona ele não dá as caras nunca! Não é sensacional!?
9 - Flamengo nunca mais! A gente está com tanta sorte que até o Flamengo, que poderia cair junto com o Galo, está jogando um pouquinho mais e garantindo sua permanência na 1ª divisão. Ruim? Que nada! A gente não vai mais ter que assistir os 43 dos 46 jogos da Favela, que a Globo transmite ao vivo para todo país!! Uhuuuuuuuuu!
10 - Reafirmação da nossa masculinidade. Cair pra segundona não é pra qualquer um! Podem reparar que só cai time de macho. Grêmio, Palmeiras, Botafogo...os timinhos mauricinhos nunca descem: Cruzeiro, Flamengo, São Paulo...!! Afinal, tem que ser muito macho pra cair pra segundona e ainda assim falar pros amigos que é atleticano!
11 - Turismo Futebolístico. Chega de Maracanãs, Morumbis, Parque Antartica e esses outros estádios batidos! Na segundona teremos a oportunidade de conhecer maravilhosos estádios como o monumental Melão do Rio Branco do Acre, o soberbo Baenão do Remo, o nababesco Mutange do CSA de Alagoas, o fenomenal Amigão do Treze de Campina Grande ou o impressionante Piripiri do tradicional Flamengo do Piaui! Preparem as câmeras fotográficas e boa viagem!
12 - Título inédito. E por último, mas o melhor motivo pra não ficarmos tristes com a queda pra Segundona, daqui há uns 10 anos, teremos a grande chance de ganhar um título inédito, que os cruzeirenses não tem!!! Campeão Brasileiro da Segundona 2016!!! Aí poderemos gozar por muito mais tempo, junto com o Título do Gelo, a São Silvestre, a Conmebol e o Mundial de Futsal que eles nunca ganharam! EEEEEEEEEEEEEEEHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!
E DÁ LHE GALO! Com o Galo onde o Galo estiver!!!!!
OBS: Essa pesquisa foi feita por um atleticano, resignado e que nunca abandonará o Galo!
Fernando Monteiro Gregori. 29 de novembro de 2004: A 3 jogos do rebaixamento!
posted by Blog do Tachinha at 12:08 AM
sexta-feira, dezembro 03, 2004
ANIVERSÁRIO DO JABURU: Dia 28 de novembro foi o aniversário do Jaburu e ele comemorou com a família dele e alguns do ENFRADES. Foi um almoço no restaurante que um dos irmãos dele estava inaugurando. O restaurante chama-se Black Diamond 2 e fica na Rua Piumhi, 1.122. O chefe de cozinha é o Afraninho, filho do Afrânio Cheib.
CERVEJINHA NA SAVASSI: Na semana passada tivemos a alegre presença do Carlos Magno e da Maria. O Carlinhos está em fase de recuperação do princípio de derrame que ele teve. Está fazendo fonoaudiologia e ainda fala com dificuldades. É como falavam os nossos antigos freis lá no Seminário quando chegavam da Holanda e falavam "enrolado". Foi uma cervejada bem alegre.
JABURU NO PRONTOCOR: O Jaburu me ligou hoje informando que está de castigo no Prontocor - Rua Sergipe quase esquina de Av. do Contorno. Ele me falou que estava no Fórum e se sentiu cansado e foi direto lá para o hospital e, graças a Deus, está tudo sob controle.
CONDENADO O ACUSADO DE MATAR O EX-PREFEITO: Segue abaixo a notícia publicada hoje no Portal Uai, do Estado de Minas:
Condenado a 14 anos de prisão acusado de tentar matar ex-prefeito de Betim (MG)
18:44
(Portal Uai) O motorista Liberalino Francisco de Souza, acusado de participar da tentativa de homicídio contra o ex-prefeito de Betim (na Grande BH) Jésus Lima foi condenado, nesta sexta-feira, a 14 anos e 10 meses de prisão em regime fechado. A decisão é do juiz Glauco Eduardo Soares Fernandes, do II Tribunal do Júri da comarca de Belo Horizonte. O atentado, que teve motivações políticas, aconteceu no dia 29 de agosto de 1997, no Centro Técnico de Educação Profissional, em Betim. O ex-prefeito participava do II Congresso Municipal de Educação, quando foi atingido por cinco tiros. O pintor Milton Pereira da Silva e Lúcia Nascimento Severino, que participavam do evento, também foram atingidos. Liberalino de Souza foi acusado de intermediar a contratação de pistoleiros. Outros dois envolvidos no crime já foram condenados. O ex-vereador de Betim José do Nascimento Elias, conhecido como “Zequinha da Zalém”, acusado de ser o mandante, foi condenado a 15 anos de reclusão em regime fechado. Antônio Honorato da Silva, sobrinho de Liberalino e acusado de ser um dos executores do atentado, foi condenado a 8 anos de prisão, também em regime fechado. Liberalino de Souza já havia sido julgado pelo II Tribunal do Júri em 31 de outubro de 2001, mas foi absolvido pelos crimes contra as vítimas Jésus Lima e Lúcia Nascimento Severino, e condenado em relação a Milton Pereira da Silva a oito anos de reclusão. Agora, os jurados entenderam que Liberalino era culpado por todos os crimes. Ele ficará preso enquanto recorre da sentença.
posted by Blog do Tachinha at 10:48 PM
segunda-feira, novembro 29, 2004
TEXTO ENVIADO PELO FREI CRISTÓVÃO: Segue abaixo o texto enviado pelo Frei Cristóvão sobre a transposição do Rio São Francisco:
CARTA DE MINAS
(PROPOSTA A SER DISCUTIDA E APROVADA NO CICLO DE DEBATES DO RIO SÃO FRANCISCO - ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - MG - 23/11/2004)
1. O Brasil possui dois símbolos de unidade nacional: o idioma, pelo qual os habitantes de todas as partes do País se comunicam perfeitamente, e o Rio São Francisco, que integra seis Estados e o Distrito Federal das regiões Centro-Oeste - Sudeste e Centro-Oeste, percorrendo 2 mil e 700 quilômetros, ao longo de 503 municípios, exercendo influência social, econômica e cultural sobre a população de mais de 15 milhões de pessoas.
O "Rio da Integração Nacional" também carrega em seu nome o simbolismo de um santo universal e ecumênico, protetor das aves, das plantas, e, por extensão, do meio ambiente. Patrono da Ecologia: Francisco de Assis
2. Qualquer discussão de âmbito nacional sobre o São Francisco deveria, diante dessas circunstâncias culturais e históricas, ter como premissas o respeito à natureza, o cuidado com a preservação ambiental, em sentido amplo (incluindo os recursos naturais e os seres humanos), a comunicação franca e aberta, a disposição para o diálogo e a transparência.
3. Essas premissas, infelizmente, não estão norteando o projeto do Governo Federal de transposição das águas do Rio São Francisco. A decisão de dar início às obras de transposição contraria a opinião de técnicos, ambientalistas e estudiosos do assunto e - na contramão dos esforços para a construção da democracia - a vontade de grande parte da população a ser atingida com a captação das águas do rio.
4. Nesse sentido, há dois fatos preocupantes na condução do projeto do Governo:
1) A sociedade brasileira não está devidamente esclarecida e convencida - diante dos estudos técnicos colocados à sua disposição - de que a transposição das águas do São Francisco é imprescindível para o desenvolvimento do Nordeste Setentrional e que não trará prejuízos para o meio ambiente e para as populações ribeirinhas:
2) A forma de conduzir o processo de aprovação do projeto está muito mais próxima de um modo autoritário de decidir sobre as questões de interesse público do que de um modo que tenha por princípio para o diálogo e a transparência, que a população brasileira tanto esperava do Governo atual.
3) O bom senso e a responsabilidade indicam que, antes de se pensar na possibilidade de drenagem das águas do São Francisco, devem ser considerados diversos aspectos relacionados ao assunto, como:
4) a) o processo de transposição de águas de rios ou lagos para regiões supostamente carentes de recursos hídricos tem resultado em sérios danos ambientais, econômicos e sociais em diversas partes do mundo (como ocorreu nos casos do Rio Colorado, nos Estados Unidos, do Lago Aral, na Rússia, e em Israel, nas águas do Lago de Tiberíades (esvaziamento lento do Mar Morto);
5) b) existem soluções locais, contextuais, para sanar o problema da escassez de recursos hídricos no Nordeste Setentrional, como o uso de cisternas, poços tubulares, açudes, barragens subterrâneas, etc, que não estão sendo devidamente dimensionadas.
6) c) é necessário que se implante no Nordeste Setentrional (assim como em todas regiões brasileiras) um modelo de gestão de recursos hídricos, levando em conta uma série de fatores, como a disponibilidade e a necessidade de águas, as alternativas de "produção" de água, a preservação do meio ambiente, o contexto sócio-econômico da população, etc;
7) d) é necessário também que se revejam as políticas públicas que permitem ou estimulam, direta ou indiretamente, a delegação das bacias hidrográficas, notadamente a do São Francisco, e que se implementem programas de recuperação das áreas ambientalmente degradadas;
8) e) os projetos relacionados aos recursos hídricos não podem centrar-se na visão "comercialista" ou imediatista do uso das águas, deixando em segundo plano seus aspectos sócio-ambientais (é um grande equívoco, por exemplo, classificar como "desperdício o lançamento das águas do São Francisco no Oceano Atlântico, pois a alteração artificial desse fenômeno traria uma série de conseqüências ambientais em toda a região de influência da foz do rio, relacionadas principalmente à flora, à fauna e à cadeia alimentar);
9) f) escapa à lógica do planejamento a afirmação de que será utilizada só a metade da capacidade de bombeamento do projeto de transposição, de 127 mil m3/s, pois, se há tanta escassez e tanta demanda, é pouco provável que se realize um projeto dessa monta apenas a título de "capacidade instalada",
10) g) é inacreditável que se afirme, no RIMA, relativo ao projeto de transposição, que não haverá impactos ambientais no trecho do rio que vai das cabeceiras até o barramento de Sobradinho, ignorando-se a natureza unitária da bacia hidrográfica do São Francisco, especialmente no que diz respeito a Minas Gerais, que gera mais de 75% de suas águas;
11) h) a transposição das águas do São Francisco tem forte apelo político e social, pois se fundamenta na necessidade de atender a uma região historicamente pobre, com baixos índices de desenvolvimento e que tem desafiado sucessivas administrações governamentais, todavia é preciso pensar também que existem regiões muito pobres, sujeitas a ficar mais pobres com a implantação do projeto, ao longo de uma grande extensão do rio anterior à área na qual se pretende fazer a drenagem.
12) i) a transposição fere direitos naturais dos que vivem no vale à jusante do desvio e também direitos econômicos destes, por conseqüência das regras de gestão, dos que vivem rio acima do desvio porque esses legítimos direitos de pretenderem habilitar-se a usuários têm seu atendimento potencial reduzido exatamente pela quantidade de água reservada para a transposição.
4) Diante dessas considerações, os participantes do Ciclo de Debates "Em defesa do Rio São Francisco" convocam a sociedade para se engajar na discussão sobre o tema e propõem ao Governo Federal as seguintes medidas:
· suspensão do projeto de transposição das águas do São Francisco até que se realizem estudos confiáveis, por empresas ou instituições de pesquisa independentes e de reconhecida capacidade técnica, englobando toda a bacia hidrográfica do rio;
· abertura de diálogo, de maneira ampla e transparente, com toda a sociedade brasileira, a respeito do assunto, tendo por base os estudos técnicos elaborados e divulgados previamente;
· implantação de um programa de revitalização da bacia do São Francisco, considerando os pontos de vista ambiental, social e econômico, e não apenas a garantia de água para a transposição.
(Queira, por favor, divulgar esta minuta da "Carta de Minas". Grato.).
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