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Blog do ALTAIR DE ALMEIDA COSTA (Tachinha) - Aqui você vai encontar notícias sobre o ENFRADES - Encontro Franciscano de Ex-seminaristas, de Santos Dumont, e de vários outros grupos de ex-seminaristas; da Sociedade Cultural Padre Nereu de Castro Teixeira e do Coral Gregoriano de Belo Horizonte: www.gregoriano.org.br
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sábado, fevereiro 12, 2005
E-MAIL DO HÉLCIO. Segue abaixo um texto interessante enviado pelo Hélcio da Silva Rezende (61/63).
"Dá para viver mais devagar? Já vai pra 18 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa sueca. Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante. Qualquer projeto aqui demora dois anos para se concretizar, mesmo que a idéia seja brilhante e simples. É regra. Então, nos processos globais, causa em nós aflitos por resultados imediatos (brasileiros, americanos, australianos, asiáticos) uma ansiedade generalizada, porém, nosso senso de urgência não surte qualquer efeito neste prazo. Os suecos discutem, discutem, fazem "n" reuniões, ponderações... E trabalham num esquema bem mais "slow down." O pior é constatar que, no final, acaba sempre dando certo no tempo deles com a maturidade da tecnologia e da necessidade: bem pouco se perde aqui... E vejo assim: 1. O país é do tamanho de São Paulo; 2. O país tem 2 milhões de habitantes; 3. Sua maior cidade, Estocolmo, tem 500.000 habitantes (compare com Curitiba onde somos 2 milhões); 4. Empresas de capital sueco: Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare,... Nada mal, não? Pra ter uma idéia, a Volvo fabrica os motores propulsores para os foguetes da NASA. Digo para os demais nestes nossos grupos globais: os suecos podem estar errados, mas são eles que pagam nossos salários. Entretanto, vale salientar que não conheço um povo, como povo mesmo, que tenha mais cultura coletiva do que eles... Vou contar para vocês uma breve só pra dar noção... A primeira vez que fui para lá, em 90, um dos colegas suecos me pegava no hotel toda manhã. Era setembro, frio leve e nevasca. Chegávamos cedo na Volvo e ele estacionava o carro bem longe da porta de entrada (são 2.000 funcionários de carro). No primeiro dia não disse nada, no segundo, no terceiro... Depois, com um pouco mais de intimidade, numa manhã perguntei: "Vcs têm lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que chegamos cedo, o estacionamento vazio e vc deixa o carro lá no final..." e ele me respondeu simples assim: "é que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar - quem chegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que fique mais perto da porta. Vc não acha?" Olha a minha cara! Ainda bem que tive esta na primeira... Deu pra rever bastante os meus conceitos.. M C M Volvo IT South America Slow x Fast > >Há um grande movimento na Europa hoje, chamado Slow Food. A Slow Food International Association - cujo símbolo é um caracol -, tem sua base na Itália (o site é muito interessante. Veja-o). O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber devagar, saboreando os alimentos, "curtindo" seu preparo, no convívio com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade. A idéia é a de se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida. A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a revista Business Week em sua última edição européia. A base de tudo está no questionamento da "pressa" e da "loucura" gerada pela globalização, pelo apelo à "quantidade do ter" em contraposição à qualidade de vida ou à "qualidade do ser". Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas, (35 horas/semana) são mais produtivos que seus colegas americanos ou ingleses. E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%. Essa chamada "slow attitude" está chamando a atenção até dos americanos, apologistas do "Fast" (rápido) e do "Do it Now" (faça já). Portanto, essa "atitude sem-pressa" não significa fazer menos, nem menor produtividade. Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais "qualidade" e "produtividade" com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos estresse. Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer e das pequenas comunidades. Do "local", presente e concreto, em contraposição ao "global" - indefinido e anônimo. Significa a retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé. Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais "leve" e, portanto, mais produtivo, onde seres humanos felizes fazem, com prazer, o que sabem fazer de melhor. Nesta semana, gostaria que você pensasse um pouco sobre isso. Será que os velhos ditados "Devagar se vai ao longe" ou ainda "A pressa é inimiga da perfeição" não merecem novamente nossa atenção nestes tempos de desenfreada loucura? Será que nossas empresas não deveriam também pensar em programas sérios de "qualidade sem-pressa" até para aumentar a produtividade e qualidade de nossos produtos e serviços sem a necessária perda da "qualidade do ser"? No filme "Perfume de Mulher", há uma cena inesquecível, em que um personagem cego (vivido por Al Pacino) tira uma moça para dançar e ela responde: "Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos minutos." "Mas em um momento se vive uma vida" - responde ele, conduzindo-a num passo de tango. E esta pequena cena é o momento mais bonito do filme. Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só alcançam quando morrem enfartados, ou algo assim. Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e se esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe. Tempo todo mundo tem por igual. Ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia. A diferença é o que cada um faz do seu tempo. Precisamos saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon... "A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro". Parabéns por ter lido até o final... Muitos não irão ler esta mensagem até o final, porque não podem "perder" o seu tempo neste mundo globalizado. Pense e reflita: até que ponto vale a pena deixar de curtir sua família, de ficar com a pessoa amada, de ir a missa nos domingos de manhã, ir pescar no fim de semana? Poderá ser tarde demais..."
posted by Blog do Tachinha at 11:04 PM
TEXTOS DO ROSÁRIO: Seguem abaixo os dois últimos artigos enviados pelo Rosário. O primeiro foi publicado no jornal O Tempo e o segundo foi publicado na seção Carta dos Leitores da revista Época.
93 - Religião - Publicado em 09/02/2005 Nos últimos meses foram publicados muitos artigos sobre religião e está escrito: "Em verdade, em verdade, te digo falamos do que sabemos e damos testemunho do que vimos. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Jo 3,11 e 8,32).Nascemos no seio de uma família e vamos tomando conhecimento da religião de nossos pais. Aprendemos muitos princípios e mandamentos religiosos, que em muitas vezes só bitolavam a nossa liberdade de pensar. Tomamos conhecimento de um Deus, que estava em constante vigília para nos condenar com toda severidade e que sempre deveríamos temê-lo. Quando ousávamos perguntar alguma coisa aos nossos professores ou catequistas sempre recebíamos respostas evasivas ou simplesmente nos diziam que era mistério divino e quem somos nós para desvendar os desígnios de Deus? Ou ainda que Deus iria dar uma solução para as nossas dúvidas. Religião é filosofia de vida e a maioria das pessoas seguem todos os ensinamentos religiosos sem pensar se os mesmos são racionais ou lógicos. Exemplos: a) Ensinaram-nos que já nascemos com o pecado original e se não fôssemos batizados já estaríamos condenados, hoje já existem outros ensinamentos. b) Se não fôssemos a missa aos domingos (ou sábados, hoje) era pecado, mas se não tivesse padre para celebrar a missa, então não era pecado. Veja que a primeira condição para existir o pecado era a presença ou não do padre! Que absurdo! Quem mudou as leis? Foi Deus ou foram os homens? Se foi Deus, então ele mesmo viu que não eram perfeitas e isso seria um absurdo ou se foram os homens, então estes estão se aperfeiçoando e a Bíblia não é a palavra de Deus.Vemos que muitas pessoas defendem ou negam princípios religiosos sem entender quase nada daquilo que estão dizendo. Muitos cristãos acreditam num Deus anticristão. Rosário Américo de Resende, ex-professor da UFMG. Belo Horizonte, 30/12/2004
Publicado na ÉPOCA de nº 351, de 07/02/2005
Entrevista: "Destino pós-humano". Achei ótima a entrevista com o matemático e escritor de ficção científica, o professor Vernor Vinge, sobre o "Destino pós-humano", da edição n.º 350 de ÉPOCA. Eu discordo um pouco das opiniões expostas pelo professor Vinge, porque, para mim, as máquinas sempre serão máquinas, mesmo que atinjam tecnologias fantásticas e sublimes "após a singularidade". As máquinas, por mais sofisticadas que forem, sempre terão por cérebros ou guias maiores as mentes dos seres humanos. Estes irão utilizar muito mais das suas capacidades mentais e sentimentais, deixando para as máquinas os complexos cálculos exigidos pela economia global, onde serão analisadas as diversas e difíceis hipóteses para as tomadas de decisões no caminhar da humanidade, que tornou-se um labirinto quase indecifrável. Mas a última palavra nas tomadas de decisões sempre será de uma mente humana. Outro aspecto que não foi abordado pelo professor Vinge e, que é muito importante, é que nós somos espíritos criados e encarnados. Existem também os espíritos criados, que habitam os universos paralelos ou o plano invisível. A sintonia ou harmonia entre nós, espíritos encarnados, que habitamos no plano físico ou material, e os espíritos desencarnados, que habitam o plano invisível ou espiritual, é tão intensa e, o estudo e compreensão deste inter-relacionamento é que mostrará para toda a humanidade o caminho para a nossa permanência na face da Terra. A Terra sem os seres humanos não terá mais nenhuma finalidade na imensidão do Cosmo e no processo evolutivo de mesmo.O que se torna necessário para encontrar a solução de todos os problemas da humanidade é a união harmoniosa e perfeita entre a Ciência e a Religião. Todo estudo científico tem suas bases na razão e todo o estudo religioso, por sua vez, está fundamentado na emoção e nos sentimentos dos seres humanos. Nós somos uma soma perfeita ou imperfeita entre razão e emoção. O amor é fruto da emoção e o perdão é da razão. Os seres humanos criam leis para se protegeram e tentarem resolver as divergências surgidas nas convivências entre os humanos e também para com os desumanos.Sobre a criação do supercomputador isto realmente irá acontecer e já foi previsto no último livro da Bíblia: O Apocalipse. Vejam e analisem este trecho: "Faz também com que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos recebam uma marca na mão direita ou na fronte, para que ninguém possa comprar ou vender se não tiver a marca, o nome da Besta ou o número do seu nome. Aqui é preciso discernimento! Quem é inteligente calcule o número da Besta, pois é um número de homem: seu número é 666" (Ap 13,16 a 18). Para mim a Besta é o computador; a marca ou o código é a senha, que se cria para que se acesse as informações do banco de dados dum computador e o homem sempre será o operador ou responsável final por todas as tomadas de decisão. Rosário Américo de Resende, ex-professor da UFMG. Belo Horizonte, 31/01/2005
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